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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ANP quer reduzir comércio ilegal de gás

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) vai aumentar a fiscalização contra a venda ilegal de Gás Liquefeito do Petróleo (GLP), o gás de botijão, unindo forças com Ministério Público, prefeituras, corpo de bombeiros, Procons, distribuidoras e revendedores em geral.


O diretor da ANP, Alan Kardec, informou no último dia 20, segunda-feira, que o trabalho terá duas frentes, uma de caráter educacional e outra de fiscalização nos pontos ilegais, com a aplicação de multas que podem chegar a R$ 20 mil, se a revenda for ilegal.

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP, (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello, disse estimar que o número de revenda ilegal de botijões de GLP é da ordem de 70 mil a 100 mil em todo país, contra um total de 26 mil revendedores legais. Esses pontos de venda irregulares oferecem riscos para os consumidores por falta de segurança, como estarem vendendo botijões em más condições de manutenção ou engarrafados por empresas que não são as proprietárias dos botijões.

20% IRREGULARES
Pelo menos um em cada cinco botijões de gás de uso doméstico vendidos no Brasil é procedente do comércio ilegal. A estimativa é do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigas).

O mercado de GLP doméstico movimenta cerca de 33 milhões de botijões de 13 quilos por mês, representando um faturamento anual de R$ 15 bilhões, com um prejuízo estimado de até R$ 840 milhões anuais por conta da informalidade.

Existem no país 37 mil revendedores legais de gás, para 70 mil a 100 mil informais, o que dá uma proporção ao redor de uma revenda regular para cada duas irregulares, segundo Mello.

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